É com muita satisfação que saudo, neste editorial, à grande conquista de Christian Kruel na etapa do BSOP do Rio de Janeiro. Essa vitória é tão dura como a de qualquer outro vencedor do campeonato mais importante do Brasil, mas traz junto um peso histórico e emocional, aliado a um sentimento de conquista coletiva. Com a vitória de CK, todos os que lutam pelo poker se sentiram vencedores.
E veio em boa hora, principalmente, porque o tema central deste número é o crescimento de um dos maiores softwares do mercado: o Full Tilt Poker. O site cresceu e investiu muito em todo o mundo, mas em especial com mais ênfase no Brasil, neste último ano. E vem colhendo resultados.
É graças a empresas como esta, assim como aos seus concorrentes, de maior ou menor peso, que o poker evolui e caminha para o reconhecimento e aceitação da sociedade. Sem os sites de poker, dificilmente teríamos programas de TV, sites de notícias, revistas e circuitos regionais. Eles são o combustível do nosso motor, investindo em todo o tipo de iniciativas que nós decidimos “inventar”.




O Full Tilt Poker é uma sala de poker que conquistou o coração de milhares de jogadores no Brasil e no mundo. Não por acaso, ela atualmente ocupa um lugar de destaque entre os gigantes do mercado mundial do online. Sua preocupação com o jogador e a inovação são características que acompanham o site em sua curta história de apenas seis anos.
O início do Full Tilt Poker data de julho de 2004, quando o site entrou no mercado por uma iniciativa dos jogadores Chris Ferguson, Howard Lederer, Phil Ivey e outros profissionais.
Eles queriam um site de poker desenhado por jogadores para jogadores. Para conseguir concretizar tudo o que eles esperavam, foi feita uma parceria com uma empresa desenvolvedora de software e uma empresa de licenciamento, em Los Angeles. O software foi projetado pela Tiltware, que conseguiu traduzir todas as ideias e expectativas da equipe do Full Tilt em um software moderno, inovador, e com uma interface simples e de fácil manejo.

No País do futebol, a 41ª edição da World Series of Poker começou meio de que despercebida em um ano de Copa do Mundo. Porém, desde o início da série, os resultados eram um claro indicativo que o Brasil teria uma excelente participação na maior série de torneios de poker do planeta. Comprovando que o poker continua em crescimento em todas as partes do planeta, a WSOP 2010 entrará para história como a maior de todos os tempos. Em 2009 foram 60.785 jogadores registrados. Já neste ano, foram mais de 73 mil participantes, o que significa um crescimento de cerca de 20% e um novo recorde de participações.
Este ano, jogadores de 107 países estiveram em Vegas, número 29% maior do que o observado nas últimas Olimpíadas de Inverno, em Vancouver. O Brasil contou com a maior presença de jogadores de toda a sua curta trajetória na WSOP. Os números extra-oficiais dão conta de que cerca de 200 brasileiros estiveram presentes ao longo dos 57 eventos da série mundial. Somente no main event tivemos 56 representantes e conseguimos emplacar 12 ITMs.

Quando falamos em Peru – o país vizinho ao Brasil, e não a ave ou qualquer outro significado que a palavra possa ter – as primeiras coisas que passam pela nossa cabeça são a Cordilheira dos Andes, o ceviche – tradicional prato local feito à base de peixe cru –, as civilizações pré-colombianas, como os Incas, as ruínas de Macchu Picchu... Mas, agora, os peruanos têm outro motivo para se orgulhar: o poker. Na quarta etapa do Latin American Poker Tour (LAPT), que aconteceu entre 1 e 5 de junho, no charmoso Atlantic City Casino, na capital, Lima, os peruanos mostraram que sabem como organizar um ótimo evento.
Para quem imaginava um torneio com um field pequeno, sem o charme e o glamour característicos dos eventos organizados pelo PokerStars, os fatos provaram o contrário: mesmo realizado ao mesmo tempo em que se iniciava a World Series of Poker em Las Vegas, o LAPT Lima foi histórico. A começar pelo número de participantes. Com 384 jogadores inscritos, a etapa foi a segunda maior das três temporadas do circuito latino-americano – a maior continua sendo a de San Jose, na Costa Rica, com 398 jogadores na primeira temporada.